23 setembro 2012

Posted by Anônimo |

Com leveza e maturidade, NX Zero traz ao Recife novo show do álbum “Em Comum”


Difícil acreditar, mas há pelo menos uma década, os versos melodramáticos do NX Zero ecoam em todo o País. O emocore da banda paulista, uma das pioneiras do gênero, entranhou nas paradas musicais, nas trilhas de novela e nos ouvidos de uma geração inteira. Dez anos depois, Di Ferrero (vocais), Gee Rocha (guitarra), Daniel Weksler (bateria), Caco Grandino (baixo) e Fi Duarte (guitarra) celebram a maturidade artística com o inédito “Em Comum”, continuando a mexer com razões e emoções dos fãs.

Descobertos pelo caça-talentos Rick Bonadio – produtor responsável por bandas como Mamonas Assassinas, Titãs e Charlie Brown Jr. –, após alguns anos de estrada, os jovens músicos talvez nem imaginassem quantas marcas importantes alcançariam. O que poderia ser apenas mais um grupo teen, formado por garotos chorosos, tornou-se um dos maiores fenômenos da indústria fonográfica brasileira, superando até mesmo os efeitos devastadores da pirataria.

São diversos discos de platina e diamante na parede, além de um sem número de prêmios abarrotando a estante. Isso tudo depois de enfrentarem o maior obstáculo de todos: o preconceito. Desde a indumentária (com franjas sobre os olhos e roupas pretas) até os arranjos musicais, tudo era e continua a ser criticado. Curtir rock pesado com letras depressivas virou sinônimo de bullying, despertando uma onda de agressão e ódio direcionada aos fãs. Fato que também se repete com outras bandas, inclusive as internacionais.

O som melódico do NX Zero surgiu no rastro de outros grupos, do mesmo gênero, de grande sucesso nos Estados Unidos, como Dashboard Confessional, Simple Plan e My Chemical Romance. Músicos que experimentaram a ascensão justamente durante um período de medo e incertezas para os jovens, no início dos anos 2000, quando a guerra ao terror e a solidão virtual apontavam para um futuro nebuloso. Situação que muito se assemelha a dos poetas ingleses, da segunda geração romântica, no século 19, do qual o depressivo Lord Byron é considerado o maior expoente. A tristeza, então, estava de volta à moda.

Ano passado, celebrando a primeira década de trajetória, NX Zero reuniu hits e amigos numa apresentação exibida pelo canal Multishow. O projeto virou DVD e CD, com os maiores sucessos da banda: “Só Rezo”, “Além de Mim”, “Cedo ou Tarde” e “Razões e Emoções”, só para citar alguns. No palco, convidados como Negra Li, Emicida, Rick Bonadio e Rappin Hood dividem os vocais com Di Ferrero.

Com o fim das comemorações, os paulistas voltaram ao estúdio e colocaram nas lojas, desde agosto, o álbum inédito “Em Comum”. A sonoridade, desta vez, chega mais leve aos ouvidos, ao contrário de antes. “Se desprenda dos outros trabalhos do NX. Feche os olhos, escute o som e aproveite a viagem. Depois de dez anos, paramos para respirar e voltamos com o gás todo”, anuncia Ferrero, que volta ao Recife, dia 6 de outubro, no Chevrolet Hall, para apresentar o show do novo disco no Fun Festival Coca-Cola.

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