Desde abril deste ano, Di
Ferrero (vocal), Fi Duarte e Gee Rocha (guitarras), Caco Grandino (baixo) e
Daniel Weksler (bateria) vinham lançando as faixas de Em Comum pelo iTunes, seguindo a ideia
de apresentar uma música nova por mês. A primeira foi a canção que dá nome ao
álbum e depois veio Pedido, Hoje o Céu Abriu e o single Maré, que já está bombando nas
rádios. A música é uma amostra do que rola em todo o CD, um som mais ensolarado
e maduro, com uma pegada diferente do que a banda costumava fazer, mas que
parece ter agradado ao público. Tanto que o NX levou, pela segunda vez, o troféu
de Melhor Grupo do Prêmio Multishow na escolha do Júri Popular, entregue na
última semana.
Para quem
ainda não ouviu o disco, o vocalista Di Ferrero dá a dica: "Se desprenda dos
outros trabalhos do NX. Feche os olhos, escute o som e aproveite a viagem.
Depois de dez anos, paramos para respirar e voltamos com o gás
todo".
Entrevista
O
guitarrista Fi Duarte abriu um tempinho na agenda para bater um papo com o Bah!
por telefone. Confira um trecho dessa conversa sobre as novidades da NX
Zero:
Bah! - Como vocês percebem a bagagem da banda e o
amadurecimento de vocês nesse novo álbum?
Fi Duarte - Pra gente, que está vendo a parada de dentro, é
diferente. Mas sentimos, tanto pela naturalidade como tudo saiu como pelo tempo
em que conseguimos deixar o disco pronto, que a gente está mais seguro do que
pode fazer. Estávamos lançando novas músicas desde o começo do ano, para
diferenciar também dessa coisa de lançar um disco, daí trabalhar ele, e depois
esperar todo um tempo para lançar outro. A gente já estava ansioso para fazer
outro disco de inéditas e foi exatamente esse lance de estar mais seguro para
fazer um novo. Então não saiu só mais um igual ao que já foi feito, mas bem
diferente da linha dos outros, mais instrumental, uma coisa mais
madura.
Bah! - Como está sendo a resposta do público com o
single Maré?
Fi - A galera está gostando bastante, é som que
a gente mais curte do disco. É uma música um pouco mais introspectiva. O Di
escreveu a letra de um jeito diferente, fez na praia no fim de ano, e depois a
gente arranjou de uma forma que nunca tinha feito antes. Foi meio que uma das
primeiras faixas do CD que a gente fez e até demos uma segurada para
divulgar.
Bah! - Muito louca a capa do novo álbum. Quem fez,
qual a inspiração e qual a ligação dela com o contexto do disco?
Fi - Esse lance da arte é do artista Flavio
Rossi. A gente conheceu o trabalho dele em um restaurante em São Paulo, quando
estava na época de produção da música Em Comum. Pensamos em mostrar a música e
pedir para ele fazer a arte, falamos sobre a ideia da letra e ele fez a primeira
capinha, que foi usada no iTunes. Depois, com o lançamento das outras faixas,
fomos pedindo os trabalhos de acordo com música. Então saiu o disco e ele faz
uma arte que consegue ilustrar tudo o que o disco tem. É uma capa com várias
faces, que é esse lance que a gente tem na música.
Bah! - Nos shows de agora, como é conciliar tantos
sucessos com um álbum tão diferente?
Fi - É legal, porque a gente acabou fazendo dois
formatos de show. O show da turnê, que dá uma renovada no set list com músicas
do disco novo e também tem aquelas músicas que tem que ter no show. Mas a gente
está louco para tocar as faixas novas, estamos muito na pilha. Tem todo um
cenário novo. Também começamos a fazer uma parada para lugares pequenos que é
uma turnê chamada Set List, onde o público que for no show monta o repertório.
Os fãs entram no site, escolherem as músicas que querem curtir em um determinado
evento e as mais votadas vão para o set list, é um projeto restrito para fãs,
para quem quer ver músicas que gosta ou que há tempos não
ouve.
Bah! - Vocês já estão consagrados na cena do rock
nacional. Como é trabalhar com a consciência de que deu certo? Ainda há muita
pressão da mídia pelo que vocês vão produzir?
Fi – A pressão é mais da nossa parte mesmo. Você sempre
quer dar um passo para renovar as coisas, não pode se acomodar e achar que é
isso. Tem que buscar evoluir de alguma forma e a gente busca ter longevidade na
carreira, não podemos pensar que já estamos resolvidos. Muita dificuldade já
passou, mas sempre há uma nova barreira para superar. O rock no Brasil não é
coisa fácil, a gente faz parte de um grupo seleto que conseguiu abertura no
mainstream e queremos manter nosso trabalho cada vez mais
consistente.
Bah! - Como vocês enxergam a banda daqui pra
frente? Já realizaram tudo o que desejavam ou ainda tem algum sonho que
consideram muito distante?
Fi – Queremos conseguir uma nova fase no rock. A
gente foi uma das bandas da nova geração que conseguiu se manter, conseguiu
consciência de que não era brincadeira e mostrou que não era banda de uma
proposta só de imagem. Nossa ideia é basicamente valorizar o rock e mostrar para
a galera que tem rock no Brasil. O lance da turnê no Japão abriu uma porta que a
gente quer explorar um pouco mais, que é tocar para brasileiro que mora fora e a
gente vai tentar ir trabalhando isso.
Bah! - Como é pra vocês tocar no Rio Grande do
Sul?
Fi - O Sul é um dos lugares que a gente mais gosta,
desde a época independente fez grandes shows aí, lendários. Lembro quando ainda
fazíamos turnês de van para Porto Alegre, tipo ia de pinga pinga mesmo, ficava
seis horas na estrada, fazia o show ia para a estrada de novo. Bem roots. É um
lugar que a gente tem bastante carinho e muita gente aí viu nosso
crescimento.
Bah! - Como foi sua recente turnê no
Japão?
Fi – Foi muito legal conhecer o Japão, uma
cultura diferente, de muita disciplina. O lance do show que a gente fez foi
basicamente para brasileiros, tinha uma pequena galera japonesa. O cara de uma
rádio de lá tocou a música Cedo ou Tarde e as pessoas ficaram curiosas,
começaram a pedir a tradução dessa música. Teve uma menina que fez uma versão em
japonês e até cantou com a gente no show em Nagoya. A galera pirou, foi um
momento muito legal essa junção. Aí você vê que o negócio não tem barreira
mesmo, lá do outro lado do mundo a pessoa ouve a música e faz sentido para ela,
é isso que importa.
Anote
aí
O que: NX
Zero, com abertura da banda DiAngelis
Quando: 27
de setembro, quinta-feira
Horário: 23
horas
Onde:
Opinião (Rua José do Patrocínio, 834)
Ingressos:
40 reais (2° lote)
Pontos de
venda: Lojas Trópico (Canoas Shopping, Bourbon São Leopoldo, Bourbon Novo
Hamburgo) ou pelo site www.opiniaoingressos.com.br

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